O Dia dos Namorados no nosso restaurante


Para aqueles que pelos mais diversos motivos, não estiveram connosco a partilhar os sabores do jantar do dia dos namorados, aqui deixamos o menu que foi servido numa sala também ela acalorada, pela presença humana e do fogo que crepitava na salamandra.
Menu

Divertimento para a boca de requeijão e truta fumada, com perfume de ervas aromáticas
Cesto de massa de folha fina, com esparregado de grelos e queijo azul em redução de vinho do Porto
Timbale de salmão e espinafres com molho bechamel
Quarteto de cogumelos selvagens com bacon assados na lenha
Mexilhão em caldeirada e gambas salteadas com esparguete aromatizado
Tarte de chocolate
Bebidas servidas: água; vinhos do Douro de José Lacerda, Francisco Olázabal e família Symington. O Alentejo foi de João Portugal Ramos. Nos destilados aguardentes de Ponte da Barca e da Cálem.





Dia dos Namorados


 

 

Momentos únicos todos gostamos de os viver. Por vezes surgem do imprevisto, outras por empenho e sensibilidade de quem os cria. A partilha das coisas, faz-se e sabe bem. E a boa comida contribui também, para tornar mais completos os prazeres, com que o amor nos presenteia. Cremos, como Vírginia Woolf, que não se pode pensar bem, amar bem, dormir bem, quando não se janta bem. Partindo dessa máxima criamos para si, um Menu Bocados Especial para o Dia dos Namorados e, como é timbre nesta casa, sempre com a diversidade e efeito surpresa que costumamos presentear, aqueles provam a nossa comida.

Menu Bocados Especial Dia dos Namorados

Aprimorando a boca com quarteto de sabores

( Quatro pequenos pratos com cores, sabores, texturas e trato culinário multifacetado distinguindo a essência de cada alimento.)

Harmonia com: Vinho Branco Douro Tia Piá Reserva*

Sedução e substância

( Complementando o percurso anterior propomos, a usufruição dos excelsos sabores do Minho, trabalhados gastronomicamente em consonância com os dias de hoje.)

Harmonia com: Vinho Tinto Douro Quinta da Estrada Selecção Bocados*

Doce final

( Um final leve e doce, bem a condizer com o momento vivido.)

 

Preço/Pax: € 29,50

Inclui o Menu Bocados

1 copo de Vinho Branco (copo 15cl) e 1 copo de Vinho Tinto (copo 15cl)

Não inclui outras bebidas

É necessário fazer reserva  prévia: +351 258 942 501/967 551 743/963 804 215

Cortesia do produtor/engarrafador José Lacerda ( lugar da Estrada – Vila Seca de Poiares- Peso da Régua)





Abriu a época da lampreia


Nota Prévia: a lampreia só é servida por encomenda e sujeita a oferta do mercado. Não faz parte do Menu Bocados
Aí está a época da lampreia, que se vai estender até ao fim de Abril, ou muito provavelmente meados de Maio. Adorada por uns, abominada por outros, este pitéu faz com que alguns percorram até centenas de quilómetros, ao encontro da sua mesa preferida para apreciação de tão gostosa iguaria. Nos últimos anos a oferta desceu à cidade grande, onde dezenas, quiçá centenas de casa de comeres, com papelotes nas montras de néon anunciam ciclóstomo de proveniência nortenha. Origem essa dificilmente validada por quem, entre território do Minho / Lima, oficia na sua pesca e confeção, dada a nem sempre farta pesca da espécie. Informação também nem sempre confiável para quem tem apreço pela autenticidade deste prato, levando por isso a que muitos dos já históricos apreciadores de lampreia nos visitem para regalo do seu sentido do gosto e nossa satisfação.





Notas do menu 2


Aqui fica a imagem de um dos “bocados”, que estivemos a servir nestes dias de entrada do novo ano. Um cesto de massa fina recheado com frango, acompanhado por salada de canónigos e tomate de cacho com  azeite e vinagre cremoso de Porto.





Notas do menu 1


Aqui vamos deixando o registo de algumas das iguarias que servimos no menu bocados na primeira semana do ano. Na imagem acima, temos empada de frango com fatias laminadas de tomate de cacho, canónigos temperados com azeite e vinagre de Porto.





No coração do Minho desbancando, Paris, Berlim ou Bruxelas


       O Natal é comemorado nos países de inspiração cristã, mas alargando-se a muitos outros, que não o sendo, abraçam a data para também a  comemorarem. Terá muito a ver com o evoluir das sociedades e com intrínseca e sempre  presente faceta consumista, tornando esta época como uma das mais apetecíveis para o mundo  comercial.

 Mas há costumes e tradições alusivos à época, que ainda se mantêm por muitos sítios do mundo.  Outros foram evoluindo de acordo com os dias que se vivem. Desde os acordes da música  natalina, a troca de cartões e presentes, passando por festas, multipresépios, milhões de  pequenas luzes piscando nas casas e ruas, florestas de árvores de Natal, até à refeição especial  com diversos grupos de amigos. Assim é todos os anos. Este, não foi diferente. Grupos  profissionais, de amigos, de familiares comemoraram também esta época festiva no nosso  restaurante. A todos eles que tivemos ocasião de manifestar-lhes pessoalmente o desejo de festas  felizes, mais uma vez o nosso obrigado. A todos os outros que nos visitam, na impossibilidade de  o fazer pessoalmente, deixamos-lhes aqui, os nossos votos de um Natal à sua altura. Podem tirar  muito às pessoas, mas ainda não conseguiram roubar o prazer de conviver e partilhar sabores à  boa mesa do Minho. Podem vir as ordens donde vierem, mas por cá nos ficamos com o nosso  grande Ramalho Ortigão e a sempre tão atual, como possivelmente metafórica citação “…há um  só banquete que desbanca todos os jantares de Paris, mas que os desbanca inteiramente: é a ceia de véspera de Natal nas nossas terras do Minho…” Ramalho Ortigão





Castanhas e tradição


Na história da alimentação o seu uso é referenciado pelos também agora badalados gregos e romanos, que as utilizavam em banquetes. Estes povos do sul da Europa conservavam a castanha em talhas cerâmicas às quais adicionavam mel silvestre, fazendo uma deliciosa conserva, que lhes permitia não estarem sujeitos à sua utilização só na época da colheita.
Foram os romanos que a trouxeram para Portugal. A sua utilização nas receitas conventuais da Idade Média, diz do seu protagonismo gastronómico, que prevalece até aos dias de hoje. Associada ao ritual do S.Martinho é consumida por esta altura em todo o Portugal. Esta semana também foi um dos ingredientes trabalhados por nós. Nos saborosos rojões limianos, acompanhando pombos bravos, ou numa versão de um espesso puré marrom parceiro de uma suculenta vitela minhota assada na lenha. No seu lado doceiro criaram-se o napoleónico marron glacé e um conventual pudim de castanhas. A doçaria foi escoltada, com duas superiores versões experimentais de jeropiga: a duriense da Quinta da Estrada ( José Lacerda) e de terras do alvarinho,  dos manos Pinheiro ( Quinta de Alderiz). Dois mimos, do melhor que até hoje se provou.





Caldeirada de papa-lagosta


Conhecido por pampo, peixe-porco, ou aqui na zona atlântica do Minho, denominado de papa lagosta, devido à sua apetência nutricional por crustáceos que conjuntamente com outras pequenas espécies piscícolas e moluscos constituem a sua alimentação. Tem o seu habitat preferido junto às rochas e praias onde as ondas rebentam.
É uma espécie caracterizada por uma pele dura como couro, contrastando com a sua carne branca de excelso sabor e de firme consistência.
Das diversas formas de o cozinhar, esta semana optámos por fazê-lo de caldeirada. O séquito veio todo dos viçosos campos de Ponte de Lima. Foram figurantes: batatas, tomates, pimentos e cebola, laureados pelos dois odorantes homónimos loureiros que povoam a paisagem do vale do Lima.





restaurante bocados escolhido


O restaurante Bocados voltou a ser escolhido entre os melhores restaurantes de Portugal num guia agora publicado. Com edição conjunta do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, um roteiro dos 564 melhores restaurantes de Portugal, na ótica do jornalista José Silva. São propostas para se comer bem, em 564 sítios de Portugal. Muito bem organizado, por região, tipo de comida e preço, o crítico apresenta as suas propostas, num elenque com predomínio para a comida tradicional portuguesa, não deixando de espreitar o que de novo se vai fazendo por terras lusas.





Robalo português


É do conhecimento geral a qualidade do peixe da costa portuguesa. Grandes chefes de cozinha de renome mundial tem enaltecido a riqueza do pescado português. Entre as muitas espécies que tem o seu habitat na costa lusitana destaca-se o robalo. Conhecido também pelo nome de “lobo-do-mar”, devido ao seu apetite voraz pelos camarões, lulas, chocos e outros pequenos peixes é por muitos considerado a espécie mais nobre que se captura no mar. De valor gastronómico inquestionável, contínua nos dias de hoje a ser um dos mais apreciados peixes, seja qual for o seu trato culinário.
Com a aproximação do tempo da desova, começam a aparecer nas lotas minhotas exemplares de maior porte, da qual a sua carne leve e de sublime delicadeza, com poucas espinhas, deliciam quem a saboreia. Servimo-lo esta semana em arroz caldoso e envolto em pão.*
*Confecionado só por reserva prévia e sujeito à oferta disponível.