Notas do menu 2


Aqui fica a imagem de um dos “bocados”, que estivemos a servir nestes dias de entrada do novo ano. Um cesto de massa fina recheado com frango, acompanhado por salada de canónigos e tomate de cacho com  azeite e vinagre cremoso de Porto.





Notas do menu 1


Aqui vamos deixando o registo de algumas das iguarias que servimos no menu bocados na primeira semana do ano. Na imagem acima, temos empada de frango com fatias laminadas de tomate de cacho, canónigos temperados com azeite e vinagre de Porto.





No coração do Minho desbancando, Paris, Berlim ou Bruxelas


       O Natal é comemorado nos países de inspiração cristã, mas alargando-se a muitos outros, que não o sendo, abraçam a data para também a  comemorarem. Terá muito a ver com o evoluir das sociedades e com intrínseca e sempre  presente faceta consumista, tornando esta época como uma das mais apetecíveis para o mundo  comercial.

 Mas há costumes e tradições alusivos à época, que ainda se mantêm por muitos sítios do mundo.  Outros foram evoluindo de acordo com os dias que se vivem. Desde os acordes da música  natalina, a troca de cartões e presentes, passando por festas, multipresépios, milhões de  pequenas luzes piscando nas casas e ruas, florestas de árvores de Natal, até à refeição especial  com diversos grupos de amigos. Assim é todos os anos. Este, não foi diferente. Grupos  profissionais, de amigos, de familiares comemoraram também esta época festiva no nosso  restaurante. A todos eles que tivemos ocasião de manifestar-lhes pessoalmente o desejo de festas  felizes, mais uma vez o nosso obrigado. A todos os outros que nos visitam, na impossibilidade de  o fazer pessoalmente, deixamos-lhes aqui, os nossos votos de um Natal à sua altura. Podem tirar  muito às pessoas, mas ainda não conseguiram roubar o prazer de conviver e partilhar sabores à  boa mesa do Minho. Podem vir as ordens donde vierem, mas por cá nos ficamos com o nosso  grande Ramalho Ortigão e a sempre tão atual, como possivelmente metafórica citação “…há um  só banquete que desbanca todos os jantares de Paris, mas que os desbanca inteiramente: é a ceia de véspera de Natal nas nossas terras do Minho…” Ramalho Ortigão





Castanhas e tradição


Na história da alimentação o seu uso é referenciado pelos também agora badalados gregos e romanos, que as utilizavam em banquetes. Estes povos do sul da Europa conservavam a castanha em talhas cerâmicas às quais adicionavam mel silvestre, fazendo uma deliciosa conserva, que lhes permitia não estarem sujeitos à sua utilização só na época da colheita.
Foram os romanos que a trouxeram para Portugal. A sua utilização nas receitas conventuais da Idade Média, diz do seu protagonismo gastronómico, que prevalece até aos dias de hoje. Associada ao ritual do S.Martinho é consumida por esta altura em todo o Portugal. Esta semana também foi um dos ingredientes trabalhados por nós. Nos saborosos rojões limianos, acompanhando pombos bravos, ou numa versão de um espesso puré marrom parceiro de uma suculenta vitela minhota assada na lenha. No seu lado doceiro criaram-se o napoleónico marron glacé e um conventual pudim de castanhas. A doçaria foi escoltada, com duas superiores versões experimentais de jeropiga: a duriense da Quinta da Estrada ( José Lacerda) e de terras do alvarinho,  dos manos Pinheiro ( Quinta de Alderiz). Dois mimos, do melhor que até hoje se provou.





Caldeirada de papa-lagosta


Conhecido por pampo, peixe-porco, ou aqui na zona atlântica do Minho, denominado de papa lagosta, devido à sua apetência nutricional por crustáceos que conjuntamente com outras pequenas espécies piscícolas e moluscos constituem a sua alimentação. Tem o seu habitat preferido junto às rochas e praias onde as ondas rebentam.
É uma espécie caracterizada por uma pele dura como couro, contrastando com a sua carne branca de excelso sabor e de firme consistência.
Das diversas formas de o cozinhar, esta semana optámos por fazê-lo de caldeirada. O séquito veio todo dos viçosos campos de Ponte de Lima. Foram figurantes: batatas, tomates, pimentos e cebola, laureados pelos dois odorantes homónimos loureiros que povoam a paisagem do vale do Lima.





restaurante bocados escolhido


O restaurante Bocados voltou a ser escolhido entre os melhores restaurantes de Portugal num guia agora publicado. Com edição conjunta do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, um roteiro dos 564 melhores restaurantes de Portugal, na ótica do jornalista José Silva. São propostas para se comer bem, em 564 sítios de Portugal. Muito bem organizado, por região, tipo de comida e preço, o crítico apresenta as suas propostas, num elenque com predomínio para a comida tradicional portuguesa, não deixando de espreitar o que de novo se vai fazendo por terras lusas.





Robalo português


É do conhecimento geral a qualidade do peixe da costa portuguesa. Grandes chefes de cozinha de renome mundial tem enaltecido a riqueza do pescado português. Entre as muitas espécies que tem o seu habitat na costa lusitana destaca-se o robalo. Conhecido também pelo nome de “lobo-do-mar”, devido ao seu apetite voraz pelos camarões, lulas, chocos e outros pequenos peixes é por muitos considerado a espécie mais nobre que se captura no mar. De valor gastronómico inquestionável, contínua nos dias de hoje a ser um dos mais apreciados peixes, seja qual for o seu trato culinário.
Com a aproximação do tempo da desova, começam a aparecer nas lotas minhotas exemplares de maior porte, da qual a sua carne leve e de sublime delicadeza, com poucas espinhas, deliciam quem a saboreia. Servimo-lo esta semana em arroz caldoso e envolto em pão.*
*Confecionado só por reserva prévia e sujeito à oferta disponível.





Nós bebemos o que é nosso!


É a grande bebida deste Verão, que ainda vai alto. Muitos dos que nos visitam aceitam a nossa sugestão e em vez do tradicional gin tónico, optam por uma alternativa mais portuguesa Nesta caloraça de Setembro nada melhor para beber ao fim da tarde ou antes de uma refeição do que Porto tónico. Bebemos português, porque não há nada igual em parte alguma do mundo. E com a bandeira da grande qualidade. O vinho do Porto ou generoso do Douro( como lhe queiram chamar) é em qualquer parte do mundo uma grande bebida,seja de que maneira for.É caso para dizer: bebemos o que é nosso por que é BOM!





Ao jantar o vinho oferecemos nós


Durante o mês de Setembro pode vir jantar que o vinho oferecemos nós. Para isso basta clicar em http://www.directwine.pt/ e obter um vocheur que lhe dá  uma garrafa de vinho Casa do Valle colheita branco. Partilhe este momento com quem lhe der mais prazer, na companhia de um branco de sedução.





A copo esta semana


Desde a nossa abertura que sempre facultamos a vertente de vinho a copo. Nem sempre bem aceite, fruto de uma opinião formada assente na experiência do vinho servido a copo em muitas tabernas e restaurantes que era ( e infelizmente ainda será(?)…) sempre do pior que há para servir. Bem, mas nos últimos tempos tempos, tem-se insistido muito na venda do vinho a copo, enaltecendo algumas virtudes deste negócio, entre as quais destaco e que aprovei fruto de experiência própria, que é a oportunidade de durante uma refeição experimentar vinhos diferentes.
Nesse sentido, deixamos aqui a nossa selecção a copo para esta semana. Bom proveito